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Paralisação parcial de atividade extrativista afeta empresas de base florestal

 Realizada no dia 28/03/19, a reunião da Câmara da Indústria de Base Florestal reuniu, na sede da FIEMG, representantes de indústrias que têm, na madeira, seu insumo. “Minas Gerais é um estado muito privilegiado, pois tem, praticamente, todas as empresas que utilizam essa matéria-prima”, afirmou Fausto Varela, presidente da Câmara.

Um dos temas da reunião foi o interrompimento parcial das atividades mineradoras no estado. O assunto é de interesse da Câmara pois impacta, de maneira direta, setores como os de Ferro Gusa, Ferro Liga e Aciaria, que utilizam o carvão vegetal em seus processos de produção. “O nosso intuito é repassar o que a FIEMG, empresas e sindicatos estão fazendo para reverter esse quadro”, afirmou Varela. “Apesar de alguns sinais de melhorias, o cenário ainda é de incerteza e isso traz insegurança para os empresários”, afirmou o presidente da Câmara.

Segundo ele, com a paralisação parcial de empresas, principalmente da Vale, está ocorrendo a procura por mineradoras de menor porte. Com isso, houve um aumento de demandas e o reajuste já é de 20 a 30% no valor do minério. “Se a situação perdurar por mais tempo, podemos ter a paralização de algumas indústrias dos setores de Ferro Gusa, Ferro Liga e Aciaria”, ressalta Varela.

Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, também compareceu ao encontro e comentou o período grave pelo qual o estado está passando após o rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho. “Não podemos transformar esse acontecimento em um desastre social com o encerramento das atividades de empresas que dependem do minério em seus processos”, ressaltou. Segundo Roscoe, isso levaria milhares de pessoas ao desemprego. “Essa crise não afeta apenas a siderurgia, ela também impacta toda a sua cadeia produtiva, como é o caso de empresas de base florestal”, pontuou o presidente da federação.

Fonte: Sistema FIEMG.

 

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